Em 1944, o então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek, promoveu a Exposição de Arte Moderna, um evento que reuniu grandes nomes do modernismo brasileiro e marcou a cidade como um polo de vanguarda. Inspirado pelo Conjunto Arquitetônico da Pampulha, projetado por Oscar Niemeyer com colaborações de artistas como Cândido Portinari, Burle Marx e Alfredo Ceschiatti, JK visava divulgar essa obra inovadora e inserir Minas Gerais no debate cultural nacional. A exposição contou com 134 obras de 46 artistas, incluindo Anita Malfatti, Alfredo Volpi e Di Cavalcanti, e atraiu intelectuais de São Paulo e Rio de Janeiro para palestras e debates acalorados sobre arte moderna. Esse momento não só destacou o desenvolvimentismo e a nova estética, mas também antecipou o espírito progressista que JK levaria para a presidência, culminando na construção de Brasília.
A influência do modernismo, que teve marcos como a Semana de Arte Moderna de 1922 e o projeto do Ministério da Educação em 1937, encontrou na Pampulha sua expressão mais ousada, integrando arquitetura, escultura e pintura em um “organismo vivo”, como definiu Lucio Costa. Artistas como Athos Bulcão e Bruno Giorgi, que mais tarde brilhariam em Brasília com obras icônicas como Os Candangos e os jardins do Itamaraty, tiveram ali seu ponto de partida. Para os jovens de hoje, esse legado de JK inspira a valorizar a criatividade que transforma cidades, mostrando como a arte pode impulsionar o progresso e conectar gerações em um Brasil mais inovador e unido.
Essa herança positiva se reflete até nos dias atuais, com Brasília exibindo a integração de arte e urbanismo em monumentos como a Catedral, com vitrais de Marianne Peretti, e esculturas de Ceschiatti. JK não só construiu estruturas, mas fomentou um movimento que celebra a beleza e a ousadia, convidando a nova geração a explorar e preservar esse patrimônio cultural que define a identidade brasileira.