Brasil

Milhares marcham pelo Brasil contra o feminicídio e a impunidade

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Mulheres de diversas cidades brasileiras tomaram as ruas neste domingo (7/12) para denunciar o aumento dos casos de feminicídio e protestar contra todas as formas de violência e desrespeito aos direitos das mulheres. Mobilizadas por coletivos feministas, movimentos sociais e organizações de mulheres, as manifestações visaram romper o silêncio, exigir justiça e afirmar que a sociedade não aceitará mais a impunidade. Com o lema “Basta de feminicídio. Queremos as mulheres vivas”, os atos reuniram mulheres, homens e crianças em capitais e cidades espalhadas pelo país, destacando a urgência de políticas de proteção mais eficazes.

Em São Paulo, o protesto ocorreu às 14h no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), na Avenida Paulista, com grande público portando cartazes, faixas e discursos. Outras capitais também registraram mobilizações: em Curitiba, a concentração começou às 10h na Praça João Cândido, no Largo da Ordem; em Campo Grande, às 13h na Avenida Afonso Pena, em frente ao Aquário do Pantanal; em Manaus, às 17h no Largo São Sebastião; no Rio de Janeiro, ao meio-dia no Posto 5 de Copacabana; em Belo Horizonte, às 11h na Praça Raul Soares; no Distrito Federal, às 10h na Feira da Torre de TV, onde faixas como “Não queremos flores, queremos viver!” homenagearam vítimas recentes e denunciaram falhas na rede de proteção; em São Luís, às 9h na Praça do Carmo; e em Teresina, às 17h na Praça Pedro II. No Distrito Federal, o ato reuniu dezenas de grupos independentes, destacando que somente nesta semana foi registrado o 26º caso de violência contra a mulher em 2025.

De acordo com o Mapa Nacional da Violência de Gênero, cerca de 3,7 milhões de mulheres sofreram um ou mais episódios de violência doméstica nos últimos 12 meses no país. Em 2024, foram registrados 1.459 feminicídios, uma média de quatro mulheres assassinadas por dia em crimes motivados por gênero, em contextos de violência doméstica, familiar ou por menosprezo à condição feminina, reforçando a necessidade de ações políticas para combater essa realidade.

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