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Programa Acolhe DF avança com 450 abordagens, mas burocracia expõe falhas no DF

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Edifícios governamentais em Brasília com pilhas de documentos, representando burocracia no Programa Acolhe DF.

Programa Acolhe DF avança, mas desafios persistem no Distrito Federal

No Distrito Federal, o programa Acolhe DF, gerenciado pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), consolidou sua atuação integrada em 2025, realizando mais de 450 abordagens a pessoas em situação de rua. Essa reestruturação, implementada por meio de um decreto em julho de 2025, visou aprimorar o atendimento a essa população vulnerável. No entanto, em 2026, questiona-se se esses números refletem uma solução efetiva ou apenas uma medida paliativa diante da persistente crise social na capital.

Reestruturação e atuação integrada

A reestruturação do programa Acolhe DF ocorreu em julho de 2025, com a publicação de um decreto que promoveu uma atuação mais integrada entre órgãos públicos. Essa mudança permitiu que a Sejus-DF expandisse suas operações, focando em abordagens diretas e suporte imediato para pessoas em situação de rua. Apesar dos avanços, críticos apontam que a burocracia ainda atrasa respostas ágeis, deixando lacunas no sistema de assistência social do Distrito Federal.

Impacto nas abordagens realizadas

Com mais de 450 abordagens registradas em 2025, o programa Acolhe DF demonstrou capacidade para alcançar indivíduos em vulnerabilidade nas ruas do Distrito Federal. Equipes da Sejus-DF atuaram de forma coordenada, oferecendo suporte que vai desde acolhimento emergencial até encaminhamentos para serviços sociais. Contudo, o tom crítico surge ao considerar que esses números, embora impressionantes, podem mascarar a ausência de métricas sobre resultados de longo prazo, como a reinserção efetiva na sociedade.

Perspectivas para 2026

Entrando em 2026, o programa Acolhe DF enfrenta o desafio de manter o ímpeto da reestruturação de julho de 2025, enquanto lida com demandas crescentes por parte de pessoas em situação de rua. A Sejus-DF precisa investir em avaliações mais rigorosas para garantir que as abordagens não sejam apenas quantitativas, mas qualitativamente transformadoras. Sem isso, o Distrito Federal corre o risco de perpetuar um ciclo de assistência superficial, ignorando raízes profundas como desigualdade e falta de moradia acessível.

Conclusão e chamadas para ação

Embora o programa Acolhe DF represente um passo adiante na política social do Distrito Federal, seu sucesso em 2025 destaca a necessidade de maior transparência e integração. A Sejus-DF deve priorizar parcerias ampliadas para além das mais de 450 abordagens já realizadas. Em um tom crítico, urge que o governo local transforme esses esforços em mudanças sistêmicas, evitando que o programa se torne mera estatística em meio à realidade urbana desafiadora.

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