Distrito FederalParanoa

Indígenas Warao no Paranoá enfrentam riscos de leishmaniose por 75 cães abandonados

10
Todos os cães foram vermifugados no local. Foto: João Delattre
Todos os cães foram vermifugados no local. Foto: João Delattre

A comunidade indígena venezuelana da etnia Warao Coromoto, localizada no distrito rural do Café Sem Troco, no Paranoá, Distrito Federal, enfrenta graves riscos à saúde devido à presença de pelo menos 75 cães abandonados. Esses animais, possivelmente contaminados por leishmaniose, representam uma ameaça para os moradores, que convivem com o problema há anos. A situação é agravada pelo abandono constante de cães por pessoas externas, que os descartam na área de carro, conforme relatos dos indígenas.

A vulnerabilidade da comunidade

A comunidade indígena vive há quatro anos em uma chácara alugada, com promessa de compra que ainda não se concretizou. Liderados pelo cacique Constantino Rojas Sapato e pelo administrador Gilberto Portes de Oliveira, os moradores enfrentam desafios como ameaças de despejo e falta de recursos para pagamento de aluguel e energia elétrica. Essa vulnerabilidade torna a gestão dos cães abandonados ainda mais difícil, expondo os indígenas a riscos sanitários em um ambiente rural isolado.

Ação de campo e exames veterinários

Uma equipe da Agência Ceub, em parceria com a veterinária Fabiana Volksweis, professora do Centro Universitário de Brasília, realizou uma intervenção no local para avaliar a situação. O grupo conduziu exames físicos nos cães, catalogação dos animais, coletas hematológicas, pesagem e vermifugação. Além disso, foram realizadas entrevistas com a comunidade e ações de conscientização sobre saúde animal e humana.

A ação de campo objetiva realizar o exame físico dos cães, catalogar os animais do local e fazer coletas hematológicas.

Objetivos e conscientização

O foco da iniciativa é identificar fragilidades no local e promover educação em saúde para mitigar os riscos. A veterinária Fabiana Volksweis destacou a importância de mapear problemas como a possível contaminação por leishmaniose, que pode afetar tanto os animais quanto os humanos. Com essas medidas, a equipe busca apoiar a comunidade indígena venezuelana em meio às suas dificuldades socioeconômicas.

Queremos identificar todas as fragilidades do local para trabalhar com eles na educação em saúde.

Impactos e perspectivas futuras

A presença dos cães abandonados no distrito rural do Café Sem Troco reflete um problema maior de abandono animal em áreas periféricas do Distrito Federal. Enquanto a comunidade Warao Coromoto luta por estabilidade, ações como essa da equipe veterinária oferecem alívio imediato e promovem conscientização. No entanto, soluções de longo prazo dependem de apoio governamental e comunitário para lidar com o abandono e garantir a saúde dos moradores indígenas.

Conteúdo relacionado

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Distrito FederalEconomiaPolítica

Câmara do DF aprova proibição de escala exaustiva 6×1 em contratos terceirizados

Câmara Legislativa do DF aprova PL que proíbe escala exaustiva 6x1 em...

Reservatório de água com nível baixo no DF, ilustrando desafios hídricos persistentes da Caesb.
Distrito FederalEconomiaPolítica

Caesb completa 57 anos com desafios hídricos persistentes no DF

Caesb completa 57 anos em 2026 com desafios hídricos no DF, apesar...

Área verde de 1.200 hectares no Lago Norte, Brasília, sendo transformada em parque ecológico.
Distrito FederalParanoaPolítica

GDF anuncia transformação de área de 1.200 hectares em parque ecológico no Lago Norte

GDF anuncia a transformação de 1.200 hectares no Lago Norte em parque...

Cena de casa isolada por fita policial em Águas Lindas, Goiás, após tragédia familiar com mortes.
Distrito FederalSegurança

Idoso mata esposa e neto com picareta e comete suicídio em Águas Lindas

Tragédia em Águas Lindas: idoso de 64 anos mata esposa e neto...