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Tribunal condena cinco réus pela maior chacina do DF, que matou 10 da mesma família

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Fachada do Tribunal de Justiça do DF em Brasília, representando condenação em caso de chacina.
Fachada do Tribunal de Justiça do DF em Brasília, representando condenação em caso de chacina.

No último sábado, 18 de abril de 2026, o Tribunal do Júri de Planaltina, no Distrito Federal, condenou cinco acusados pela chacina que vitimou 10 membros de uma mesma família, considerada a maior do DF. A sentença, proferida por volta das 23h pelo juiz Taciano Vogado, veio após seis dias de julgamento iniciado em 13 de abril. Os réus foram considerados culpados de homicídios qualificados, sequestro, cárcere privado, corrupção de menores e roubo, motivados pela subtração de uma chácara no Paranoá avaliada em R$ 2 milhões e valores em dinheiro.

Detalhes do julgamento

O julgamento durou seis dias e envolveu depoimentos que revelaram a brutalidade dos crimes cometidos entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023. As vítimas, incluindo Marcos Antônio Lopes de Oliveira e seus familiares, foram atraídas, sequestradas e mantidas em cativeiro antes de serem mortas de forma cruel. Os jurados, após deliberações, reconheceram a culpa dos acusados em múltiplas acusações, destacando a gravidade da chacina que chocou a sociedade brasiliense.

O promotor Nathan da Silva Neto liderou a acusação, enfatizando o esforço coletivo para uma resposta justa. Ele destacou a importância do veredicto como um marco na luta contra a impunidade em crimes hediondos.

Unimos esforços para dar uma resposta à sociedade, uma resposta digna e à altura do mal praticado. Hoje com a finalização desse julgamento podemos dizer que é o resultado do esforço de muitas mãos.

As condenações e penas

As penas impostas variaram de acordo com o grau de envolvimento de cada réu. Gideon Batista de Menezes recebeu a sentença mais alta, de 397 anos de prisão, seguido por Carlomam dos Santos Nogueira com 351 anos e Horácio Carlos Ferreira Barbosa com 300 anos. Fabrício Silva Canhedo foi condenado a 202 anos, enquanto Carlos Henrique Alves da Silva pegou apenas 2 anos, possivelmente devido a circunstâncias atenuantes.

  • Gideon Batista de Menezes: 397 anos
  • Carlomam dos Santos Nogueira: 351 anos
  • Horácio Carlos Ferreira Barbosa: 300 anos
  • Fabrício Silva Canhedo: 202 anos
  • Carlos Henrique Alves da Silva: 2 anos

Motivação e impacto na sociedade

A motivação principal dos crimes foi a cobiça por bens materiais, incluindo a chácara no Paranoá e quantias em dinheiro, o que levou à eliminação sistemática de toda a família. Esse caso reforça a necessidade de vigilância contra crimes patrimoniais que escalam para violência extrema. Com o veredicto, o Distrito Federal fecha um capítulo doloroso, mas serve de alerta para a justiça em casos semelhantes.

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