No dia seguinte à celebração dos 66 anos de Brasília, em 22 de abril de 2026, a Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) destaca a construção de novas escolas públicas inspiradas na arquitetura modernista da capital. Com 17 unidades erguidas entre 2019 e 2026, o projeto integra princípios de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, promovendo ambientes acessíveis e conectados que incentivam o desenvolvimento integral dos alunos. Localizadas em regiões como Itapoã, Ceilândia, Samambaia, Recanto das Emas, Gama, Riacho Fundo, Santa Maria, Paranoá e Plano Piloto, essas escolas visam fomentar convivência, prática esportiva e bem-estar.
Inspiração na arquitetura de Brasília
A SEEDF adota elementos icônicos do modernismo brasiliense, como pátios integrados cobertos e descobertos, cobogós para iluminação e ventilação natural, rampas acessíveis e espaços esportivos. Em vez de blocos separados, os projetos criam ambientes conectados que dialogam com a aprendizagem. Essa abordagem adapta o legado de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer às demandas atuais, garantindo identidade visual e funcionalidade.
O pensamento de Lúcio Costa aparece na organização dos espaços e na forma como tudo se integra. Já Niemeyer inspira a criatividade e o uso da arquitetura como experiência. Hoje, adaptamos essas ideias às necessidades atuais, sem abrir mão da base moderna que marca Brasília.
Tiago Reges da Silva
Tiago Reges da Silva, diretor de Arquitetura, e Aline Lima, arquiteta, lideram os esforços para incorporar esses princípios, enquanto estudantes da rede pública beneficiam-se diretamente das inovações.
Promoção de saúde e acessibilidade
As novas escolas priorizam a saúde e o bem-estar, com espaços que incentivam a colaboração e a prática esportiva. A secretária interina Iêdes Braga enfatiza que a arquitetura vai além das salas de aula, integrando-se à aprendizagem para promover desenvolvimento integral. Uma exposição no Espaço Neusa França, na sede da SEEDF, aberta de segunda a sexta-feira das 8h às 18h, apresenta esses projetos ao público.
Hoje, pensamos a escola como um espaço que vai além das salas de aula. A arquitetura passa a fazer parte da aprendizagem, com ambientes integrados, acessíveis e que incentivam a colaboração. Também investimos em espaços esportivos para promover saúde, bem-estar e o desenvolvimento dos nossos alunos.
Iêdes Braga
Nos projetos das unidades escolares, buscamos integrar os espaços internos e externos, principalmente por meio dos pátios cobertos e descobertos, seguindo princípios da arquitetura moderna. O uso dos cobogós, que dialogam com a linguagem de prédios de Brasília, além de garantir iluminação e ventilação natural, também cria um elemento de interesse e identidade nas edificações.
Aline Lima