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Negligência do SUS deixa milhares em risco de cegueira evitável no DF

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Foto: Sara Marques/Agência CLDF
Foto: Sara Marques/Agência CLDF

A audiência pública realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal expôs mais uma vez a negligência histórica com a saúde visual da população, revelando que a ausência de políticas efetivas continua a gerar filas intermináveis e casos evitáveis de cegueira. No dia 26 de junho de 2026, deputados, especialistas e representantes de conselhos profissionais debateram a regulamentação da optometria e sua integração ao SUS, mas o evento apenas confirmou que o sistema público permanece incapaz de oferecer atendimento adequado e tempestivo.

Barreiras que agravam a crise visual

A falta de reconhecimento formal dos optometristas impede que esses profissionais atuem de forma integrada na atenção primária, sobrecarregando oftalmologistas e deixando milhares de pacientes sem acesso a exames básicos. Representantes do Conselho Brasileiro de Optometria e Ciências da Visão e da Associação Brasileira de Optometria destacaram que a demora na fiscalização e na definição de políticas públicas amplia o risco de complicações graves, especialmente entre populações de baixa renda que dependem exclusivamente do SUS.

Impactos da inação governamental

Enquanto discussões se repetem em plenário, a realidade nas unidades de saúde mostra profissionais subutilizados e equipamentos ociosos, contribuindo para o aumento de diagnósticos tardios de doenças oculares. O deputado Thiago Manzoni ressaltou a urgência de medidas concretas, porém a ausência de prazos e recursos orçamentários reforça a sensação de que o tema volta a ser tratado de forma superficial, sem resultados práticos para quem mais precisa.

A saúde visual é fundamental para a qualidade de vida. Precisamos avançar no reconhecimento e na integração dos optometristas ao sistema de saúde público

Thiago Manzoni

Especialistas alertam que, sem mudanças estruturais imediatas, o número de casos de cegueira evitável tende a crescer nos próximos anos, penalizando principalmente idosos e crianças em situação de vulnerabilidade. A audiência, embora necessária, evidenciou que o Distrito Federal ainda patina em discussões que já deveriam ter sido superadas por ações efetivas de saúde pública.

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