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CLDF abre investigação após grampos sofisticados em deputados distritais

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Grampos sofisticados e dispositivos de escuta em investigação da CLDF
Grampos sofisticados e dispositivos de escuta em investigação da CLDF

A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) decidiu abrir uma investigação interna após denúncia de que deputados distritais teriam sido alvo de grampos telefônicos sofisticados. A medida, anunciada após reunião da Mesa Diretora, reforça o clima de desconfiança entre os parlamentares e levanta dúvidas sobre a segurança das comunicações no âmbito da Casa.

Denúncia revela equipamento avançado

O deputado Max Maciel (PSOL) relatou ter recebido um alerta de perito federal que identificou um grampo em seu celular, capaz de monitorar outras autoridades. A revelação mobilizou deputados como Wellington Luiz (MDB), Chico Vigilante (PT) e Gabriel Magno (PT), que cobram apuração rigorosa. O caso expõe vulnerabilidades graves na proteção de dados de representantes eleitos e pode indicar uma operação de espionagem mais ampla.

Comissão interna e possível envolvimento policial

A Mesa Diretora vai instaurar uma comissão para investigar os fatos, podendo acionar a Polícia Civil e o Ministério Público. A decisão foi comunicada nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, e os próximos passos devem ser definidos nos próximos dias. Parlamentares destacam a necessidade de identificar os responsáveis e puni-los, evitando que o episódio se transforme em precedente perigoso para a atividade legislativa.

Isso é muito grave. Se houver espionagem contra parlamentares, precisamos apurar com rigor para que os responsáveis sejam punidos

Chico Vigilante

O perito me ligou e disse que encontrou um grampo no meu celular. Ele disse que o equipamento era sofisticado e que poderia ter sido usado para espionar outros deputados

Max Maciel

Nós vamos investigar. A Mesa Diretora vai se reunir para definir os próximos passos. A Polícia Civil e o Ministério Público também poderão ser acionados

Wellington Luiz

O episódio reforça a percepção de insegurança institucional no Distrito Federal e pressiona os órgãos de controle a agirem com transparência. Enquanto a comissão não é instalada, cresce a preocupação de que outros parlamentares possam ter sido monitorados sem conhecimento, ampliando o desgaste político e a cobrança por respostas rápidas.

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