A aprovação do projeto de lei na Câmara Legislativa do Distrito Federal, na terça-feira, 30 de junho de 2026, expõe a grave realidade de aumento dos casos de violência contra pessoas idosas na região. A iniciativa cria delegacias especializadas na Polícia Civil do DF, mas revela a urgência de medidas diante de um cenário de negligência e agressões crescentes contra essa população vulnerável.
Urgência diante do aumento de agressões
O deputado distrital Martins Machado, autor da proposta, destacou a necessidade de atendimento especializado para combater crimes contra quem tem 60 anos ou mais. As novas delegacias contarão com equipes multidisciplinares, plantão 24 horas e parcerias com órgãos de proteção, após receberem parecer favorável das comissões de Constituição e Justiça, de Segurança e de Assuntos Sociais. O texto agora aguarda sanção do governador Ibaneis Rocha, mas o atraso em ações preventivas já custou caro a muitas famílias.
Atendimento precário agrava a vulnerabilidade
O Conselho dos Direitos da Pessoa Idosa do DF e representantes da comunidade idosa acompanharam a votação, que busca prevenir, investigar e reprimir delitos específicos. Sem estrutura adequada até o momento, a Polícia Civil enfrentava dificuldades para oferecer suporte humanizado, permitindo que agressões físicas, psicológicas e financeiras se multiplicassem. A medida surge como resposta tardia a um problema que exige atenção imediata das autoridades.
Estamos dando um passo importante para garantir que nossos idosos tenham um atendimento especializado, humanizado e eficiente. A criação dessas delegacias é fundamental para combater o aumento de casos de violência contra essa parcela da população.
Martins Machado
Próximos passos e desafios persistentes
Com a sanção esperada, as delegacias devem começar a operar para reduzir a impunidade. No entanto, a aprovação evidencia falhas anteriores no sistema de proteção, deixando idosos expostos por anos sem suporte dedicado. A população do Distrito Federal agora cobra agilidade na implementação para evitar que novos casos continuem a crescer.