Dados do LesboCenso revelam um cenário alarmante de violência contra mulheres lésbicas no Distrito Federal, com oito em cada dez entrevistadas tendo sofrido lesbofobia. A pesquisa, que ouviu 1.815 mulheres lésbicas, bissexuais e outras que se relacionam com mulheres, foi apresentada na terça-feira, 27 de agosto de 2024, durante reunião da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar da CLDF. Os números mostram que 60% das participantes relataram violência psicológica e 34% sofreram agressões físicas, evidenciando falhas persistentes na proteção desse grupo.
A apresentação dos resultados, conduzida pela coordenadora do projeto Luma Andrada e pela deputada distrital Dayse Amarilio (PT), ocorreu na Câmara Legislativa do Distrito Federal. O estudo, realizado por questionário online entre maio e julho de 2024, busca subsidiar projetos de lei, mas destaca a ausência de medidas concretas até o momento. Esse quadro reforça a urgência de ações que vão além de leis que permanecem sem aplicação efetiva.
Altos índices de agressões expõem vulnerabilidade
Os dados do LesboCenso apontam para uma realidade de discriminação sistemática, onde a lesbofobia permeia o cotidiano de grande parte das entrevistadas. A combinação de violência psicológica e física gera consequências profundas, incluindo isolamento social e danos à saúde mental. Sem políticas públicas direcionadas, o ciclo de agressões tende a se perpetuar no Distrito Federal.
Demanda por medidas que realmente protejam
Especialistas e parlamentares ressaltam a necessidade de iniciativas que garantam direitos básicos. A falta de aplicação prática das normas existentes agrava o problema, deixando as vítimas sem suporte adequado. Avançar nessa área exige compromisso real das autoridades para transformar estatísticas em mudanças concretas.
Precisamos de políticas públicas que atendam às nossas demandas. Não adianta ter uma lei se ela não for aplicada
Luma Andrada
Nós precisamos de políticas públicas que sejam efetivas e que garantam os direitos das mulheres lésbicas. Os dados apresentados hoje são fundamentais para que possamos avançar nessa luta
Dayse Amarilio