Brasília lidera o ranking nacional de experimentação de cigarro eletrônico entre estudantes de 13 a 17 anos, com 43,7% dos jovens relatando o uso, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2024 divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (25/03/2026). Os dados, coletados por meio de questionários em escolas públicas e privadas do Distrito Federal, destacam um crescimento preocupante apesar da proibição no Brasil. A análise compara prevalências por gênero, tipo de escola e substâncias, revelando um cenário alarmante para a saúde pública.
Metodologia da pesquisa
A pesquisa foi realizada com estudantes entre 13 e 17 anos em instituições de ensino do Distrito Federal. O levantamento utilizou questionários para avaliar o consumo de cigarro eletrônico, comparando diferenças entre meninos e meninas, além de escolas públicas e privadas. Marco Andreazzi, gerente da pesquisa, enfatizou os fatores que impulsionam esse aumento.
Fatores impulsionadores do crescimento
O crescimento do uso de cigarro eletrônico ocorre apesar das políticas e campanhas contra o tabagismo tradicional. Propaganda enganosa que promove o produto como de baixa toxicidade atrai jovens, somada a cheiros e sabores atraentes. Isso representa um desafio para as autoridades de saúde no Brasil, onde o cigarro eletrônico é proibido.
Apesar dos sucessos obtidos com a política e as campanhas para a redução do consumo do cigarro, o cigarro eletrônico cresce sob uma propaganda enganosa de ser de baixa toxicidade, com seu cheiro e sabor atraente para os jovens e as crianças.
Implicações para a saúde pública
Os resultados indicam a necessidade de ações mais rigorosas para combater a disseminação entre adolescentes. No Distrito Federal, o percentual de 43,7% é o mais alto do país, superando médias nacionais. Especialistas alertam para riscos à saúde, como dependência e problemas respiratórios, impulsionados pela acessibilidade do produto.
Contexto nacional e perspectivas
A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2024, divulgada em 25/03/2026, refere-se a dados coletados ao longo de 2024. Brasília se destaca negativamente, mas o fenômeno reflete uma tendência nacional influenciada por marketing direcionado a jovens. Autoridades podem intensificar campanhas educativas para reverter esse quadro.