A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, reagiu com firmeza às pressões políticas na noite de quarta-feira, 20 de maio de 2026, ao afirmar que “sucessão não é submissão” diante de críticas da cúpula do MDB e do ex-governador Ibaneis Rocha. A declaração ocorreu horas após a divulgação de um vídeo do partido que questionava sua gestão e sugeria alinhamento com candidaturas futuras. Celina enfatizou sua autonomia e destacou os quatro mandatos já exercidos no DF, reforçando que sua prioridade permanece na administração pública.
Contexto das tensões políticas
As divergências envolvem disputas por espaço na máquina pública, mudanças em logomarcas institucionais e exonerações de secretários ligados ao ex-governador. Ibaneis Rocha, que apoiou a sucessão de Celina, expressou decepção recente com o rumo do governo e defendeu a participação do MDB na chapa majoritária. O presidente nacional do partido, Baleia Rossi, confirmou que o MDB busca autonomia estadual, mas não abre mão de protagonismo nas eleições.
Declarações centrais dos envolvidos
Celina Leão reforçou sua posição em resposta direta. “Todos sabem que sucessão não é submissão. O DF me conhece porque eu já tenho quatro mandatos. Eu tenho consciência que fui leal durante todo o tempo que fui vice dele”, declarou. Em seguida, completou: “Hoje eu não sou mais vice-governadora, eu sou governadora”.
Nós apostamos na governadora Celina como um governo de continuidade daquilo que nós plantamos e de onde tiramos o desastre que era o Distrito Federal. Nos últimos dias temos tido muitas decepções.
Ibaneis Rocha
O MDB, por sua vez, manteve tom de defesa institucional. “O MDB é um partido grande e vamos nos manter como um partido grande. Não vamos abrir mão das prerrogativas do MDB e daquilo que construímos e reconstruímos”, afirmou Ibaneis. Baleia Rossi acrescentou que o partido nacional dá autonomia aos estados, mas garante presença na chapa majoritária.