O ministro Flávio Dino foi designado relator do pedido da Polícia Federal para abertura de um terceiro inquérito contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, no Supremo Tribunal Federal. A solicitação investiga suspeitas de tráfico de influência, com base em indícios de que o investigado teria beneficiado empresas parceiras por meio de sua proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A distribuição do processo ocorreu nesta quarta-feira, 5 de agosto de 2026.
Distribuição do pedido no STF
A Polícia Federal encaminhou o requerimento ao Supremo Tribunal Federal, onde Flávio Dino assumiu a relatoria com base nos elementos apresentados. O inquérito foca em possíveis favorecimentos a companhias com as quais Lulinha mantém relações comerciais, sempre utilizando a proximidade familiar com o chefe do Executivo. Até o momento, não há detalhes adicionais sobre o cronograma de análises ou depoimentos previstos.
O caso marca a terceira investigação similar envolvendo o filho do presidente no âmbito do tribunal. As autoridades buscam esclarecer se houve uso indevido de influência para obter vantagens em contratos ou parcerias empresariais.
Próximos passos da investigação
Com a relatoria definida, Flávio Dino coordenará a análise dos documentos enviados pela Polícia Federal. O processo seguirá os trâmites regulares do Supremo Tribunal Federal, sem previsão imediata de novas medidas cautelares. A investigação permanece em fase inicial e depende da produção de provas para avançar.
Autoridades envolvidas, incluindo a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal, mantêm sigilo sobre detalhes operacionais para preservar o andamento das apurações. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi citado como alvo direto das suspeitas.