Cultura e Lazer

Parceria entre museus resgata cartazes históricos e celebra legado afro-brasileiro

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Uma iniciativa empolgante está unindo o Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast) e o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (Ipeafro) para digitalizar mais de 250 cartazes históricos. O objetivo é preservar e espalhar a memória afro-brasileira, especialmente em homenagem ao Biênio Abdias Nascimento, que marca datas importantes como os 110 anos do nascimento do ativista, os 80 anos da fundação do Teatro Experimental do Negro e os 75 anos do 1º Congresso do Negro Brasileiro. Essa parceria destaca o papel vital dos povos negros na construção da cultura, história e ciências no Brasil e no mundo, como ressalta Clícea Maria Miranda, diretora de Preservação e Gestão do Acervo Ipeafro. “A ação fortalece o compromisso com a memória negra e a luta por direitos sociais”, afirma ela, celebrando o reconhecimento dessa contribuição essencial.

Everaldo Pereira Frade, chefe do Serviço de Arquivo de História da Ciência do Mast, enfatiza a importância de preservar o acervo de Abdias Nascimento, um ícone das lutas pela igualdade racial. Abdias foi ativista antirracista, ator, dramaturgo, político e fundador de organizações como o Teatro Experimental do Negro, o Museu de Arte Negra e o próprio Ipeafro. A parceria posiciona o Mast como referência na captação e tratamento de arquivos pessoais de cientistas negros, promovendo uma visão mais inclusiva da ciência. Como parte do Acordo de Cooperação Técnica, um evento aberto ao público acontece no dia 17 de novembro, às 13h30, no Mast, em São Cristóvão, no Rio de Janeiro, com a exposição “Memória Negra em Cartaz(es)”, que explora a organização dos movimentos negros no Brasil.

Jovens interessados em história e cultura podem conferir os cartazes e participar da mesa “Evocação dos Ausentes”, onde pesquisadores debatem o silenciamento de pessoas negras na ciência, incentivando reflexões positivas sobre diversidade e inovação. Essa ação não só resgata o passado, mas inspira o futuro, mostrando como a tecnologia pode ajudar a valorizar narrativas afro-brasileiras de forma acessível e vibrante.

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