Distrito Federal

Projeto Na Moral: professoras do DF transformam desafios em lição de ética e empatia

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Em Samambaia, no Distrito Federal, o projeto Na Moral está inspirando alunos do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 120 a cultivarem valores como ética, empatia e transparência por meio de oficinas e atividades pedagógicas. Criado pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em parceria com professoras e promotoras de Justiça, o iniciativa busca melhorar a convivência entre estudantes e funcionários, promovendo um ambiente escolar mais harmonioso e consciente. Apesar de obstáculos recentes, como a investigação sobre o possível desvio de R$ 5 mil destinados ao programa via Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (PDAF), as educadoras envolvidas demonstram resiliência ao continuarem as ações com recursos próprios e campanhas de arrecadação entre colegas. Essa dedicação destaca como o projeto não só educa, mas também serve de exemplo prático de integridade para os jovens.

A professora Fátima, com 18 anos de experiência no CEF e 13 ao lado dos ex-gestores agora investigados, liderou a denúncia ao MPDFT após notar irregularidades na prestação de contas. Ela relata que, mesmo sem o repasse da verba em agosto, o grupo usou dinheiro do bolso para manter as atividades, garantindo que os alunos não fossem prejudicados. “Estamos gastando dinheiro do nosso bolso para honrar o que prometemos”, compartilha Fátima, enfatizando o compromisso com a transparência que o Na Moral prega. O relatório enviado ao MPDFT pede a regularização dos fundos para concluir etapas finais, incluindo a participação no evento Celebra, marcado para 26 de novembro, onde os estudantes poderão celebrar suas conquistas. Enquanto o MPDFT acompanha as investigações administrativas pela Corregedoria da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF), o foco permanece no potencial transformador do projeto, incentivando jovens a valorizarem a honestidade e a empatia no dia a dia.

Com o afastamento temporário dos ex-diretores desde 3 de outubro, por 60 dias determinado pela Justiça, surge uma oportunidade para reforçar práticas transparentes na escola. Essa situação, ao invés de desanimar, motiva as idealizadoras a persistirem, mostrando aos alunos que desafios podem ser superados com determinação e união. O Na Moral não só enriquece o currículo, mas também prepara uma geração mais consciente, provando que ações positivas prevalecem mesmo diante de adversidades.

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