Política

Câmara conclui votação da reforma tributária e retira limite para imposto sobre refrigerantes

225

A Câmara dos Deputados finalizou nesta terça-feira, 16, a votação do projeto de lei que regulamenta a reforma tributária, aprovando a redação final da proposta após analisar destaques ao texto. O documento segue agora para sanção presidencial. Uma das principais decisões foi a confirmação da retirada do teto de 2% para a tributação do Imposto Seletivo (IS) sobre bebidas açucaradas, como refrigerantes. Após a aprovação, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), expressou expectativa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancione o texto o mais breve possível. Motta destacou que o Legislativo, o Executivo e o Brasil saem fortalecidos com um sistema tributário mais simplificado, menos burocrático e eficiente, especialmente para os produtores.

O projeto estabelece o Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá impostos de Estados e municípios, com atuação permanente a partir de 2026. Os mandatos do Conselho Superior serão de dois anos, com presidência alternada entre governadores e prefeitos. O IBS e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o novo imposto federal, incidirão sobre o consumo a partir de 2027, com uma fase de teste em 2026. O Ministério da Fazenda aguarda a aprovação para implementar a reforma no próximo ano, com a publicação de regulamentos pela União e entes subnacionais. Entre as mudanças aprovadas, destaca-se a redução da tributação sobre as Sociedades Anônimas do Futebol (SAFs) de 8,5% para 5%, com equiparação para clubes brasileiros, conforme acordo relatado por Mauro Benevides (PDT-CE), que incluiu a compra e venda de jogadores na base de cálculo.

Os deputados mantiveram o texto do Senado para zerar as alíquotas do IBS e da CBS em medicamentos registrados na Anvisa para finalidades terapêuticas específicas, como doenças raras, negligenciadas, oncologia, diabetes, HIV/aids, cardiovasculares e programas públicos como o Farmácia Popular, além de soros, vacinas e aquisições por órgãos públicos. Por outro lado, alteraram o texto ao excluir a responsabilidade solidária de plataformas digitais pelo IBS e CBS quando o fornecedor não emite documento fiscal, mantendo o foco na simplificação do sistema.

Conteúdo relacionado

A PF busca apurar se houve tráfico de influência no governo para beneficiar empresas ligadas a Lulinha Juca Varella/Estadão Conteúdo - 16/02/2008
PolíticaSegurança

PF pede ao STF abertura de terceiro inquérito contra Lulinha por suspeitas na Dataprev

A Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal um pedido para a...

Plenário vazio da Câmara Legislativa do DF em sessão solene
Distrito FederalPolítica

Câmara homenageia Instituto dos Advogados do DF em sessão solene criticada por falta de ações concretas

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizará uma sessão solene para marcar...

Congresso Nacional em Brasília com urnas e bandeiras representando campanha política
Distrito FederalPolítica

MDB-DF lança 34 candidatos e oficializa apoio à reeleição de Celina Leão

O MDB-DF realizou sua convenção partidária no sábado, 1º de agosto de...

Quadra esportiva abandonada no DF representando negligência no surdodesporto
Distrito FederalEsportesPolítica

Sanção de lei para surdodesporto no DF revela negligência histórica do governo

A sanção de uma lei que reconhece o Surdodesporto no Distrito Federal...