Eduardo Brandão, presidente regional do Partido Verde no Distrito Federal e candidato a deputado distrital, defende a renovação da Câmara Legislativa do Distrito Federal e cobra dos atuais parlamentares uma postura mais ativa diante das demandas do Executivo. Em setembro de 2026, com as eleições se aproximando, ele aponta a aprovação majoritária de todas as propostas que autorizaram o BRB, banco público do Distrito Federal, a adquirir o Banco Master como o exemplo mais claro de conivência. Segundo Brandão, essa decisão expôs a população a riscos financeiros significativos e reforça a necessidade de eleger representantes comprometidos com Brasília.
Brandão, que já foi secretário de Meio Ambiente do Distrito Federal em dois mandatos e contribuiu para a criação de mais de 15 parques ambientais, afirma que os deputados distritais não podem limitar-se a aprovar iniciativas do governo sem questionamentos. Ele ressalta que a Câmara tem a responsabilidade de propor políticas públicas voltadas aos moradores e de fiscalizar o Executivo com rigor. Para o candidato, a eleição de 2026 representa uma oportunidade única de promover essa mudança.
A postura passiva dos deputados distritais
O político critica abertamente a forma como a Câmara Legislativa tem funcionado nos últimos anos. Ele argumenta que os parlamentares precisam deixar de ser apenas um reflexo das decisões do Buriti e assumir o papel de fiscalizadores e propositores de ações em benefício da população. Essa renovação, na visão de Brandão, deve priorizar candidatos independentes de projetos de poder pessoal.
A Câmara Legislativa não pode ser apenas um puxadinho do Buriti. Os deputados têm a função de propor e ajudar a executar políticas públicas de interesse dos moradores de Brasília, além de fiscalizar o Executivo
Eduardo Brandão, presidente regional do Partido Verde no DF e candidato a deputado distrital
A compra do Banco Master pelo BRB, aprovada sem resistência significativa, ilustra o problema apontado por ele. Após a operação, o banco público do Distrito Federal assumiu uma dívida ainda não totalmente conhecida e agora depende de um empréstimo milionário para manter sua capacidade financeira. Brandão considera que os deputados também carregam responsabilidade por não terem questionado os detalhes da transação.
Celina e Ibaneis quebraram o banco, mas os deputados também são responsáveis
Eduardo Brandão
O exemplo do brb e a necessidade de fiscalização
Brandão afirma que ajudar a construir soluções é diferente de simplesmente aprovar tudo o que chega do Executivo. Ele defende que os distritais devem apresentar iniciativas próprias e demonstrar como resolver os problemas reais enfrentados pelos moradores do Distrito Federal, inclusive em regiões como o Paranoá. Reclamar depois das consequências, segundo ele, é a pior alternativa possível.
Ajudar a construir e não apenas abaixar a cabeça e dizer 'sim senhor', como foi com a questão do BRB
Eduardo Brandão
É preciso ter iniciativa e mostrar como fazer
Eduardo Brandão
Reclamar depois é a pior solução
Eduardo Brandão
O candidato do PV acredita que a eleição oferece a chance de mudar esse cenário ao eleger pessoas comprometidas com o interesse público e não com agendas governamentais. Ele destaca que o patrimônio histórico representado pelo BRB precisa ser protegido por meio de uma fiscalização efetiva, evitando intervenções ou liquidações que poderiam afetar a população.
Brandão conclui que a renovação da Câmara Legislativa passa por eleger deputados que exerçam de fato o papel de controle e proposição. Essa postura, afirma, é essencial para evitar que operações como a compra do Banco Master pelo BRB se repitam sem a devida análise de riscos e impactos para os distritais.