Política

Soldado confessa feminicídio em regimento que faz guarda presidencial

92

O soldado Kelvin Barros da Silva, de 21 anos, confessou à Polícia Civil do Distrito Federal ser o autor do assassinato da cabo Maria de Lourdes Freire Matos, de 25 anos, ocorrido no 1° Regimento de Cavalaria de Guardas, conhecido como Dragões da Independência. O crime aconteceu na última sexta-feira, e o corpo da vítima foi encontrado carbonizado após um incêndio no batalhão, que ambos integravam. De acordo com o depoimento de Kelvin, o incidente surgiu de uma discussão relacionada a um suposto relacionamento extraconjugal entre os dois. O delegado Paulo Noritika detalhou que, durante o confronto, a vítima teria sacado uma arma de fogo, momento em que o soldado conseguiu alcançar a faca militar dela e a golpeou profundamente no pescoço. Em seguida, no desespero, ele utilizou um isqueiro e álcool para incendiar o local da fanfarra e fugiu, descartando a pistola.

A família da cabo Maria de Lourdes contesta a versão do agressor, negando qualquer relacionamento entre eles e sugerindo que o crime possa ter motivação hierárquica e de gênero, já que ela ocupava uma posição superior como cabo, ingressada há cinco meses como musicista. A defesa familiar aponta para uma possível rejeição à autoridade feminina, destacando a violência extrema: a vítima foi atraída, esfaqueada e incendiada. Kelvin Barros teve sua prisão em flagrante convertida em preventiva após audiência de custódia, e o Exército anunciou que ele será expulso da instituição.

O 1º Regimento de Cavalaria de Guardas, responsável pela guarda presidencial, incluindo a do presidente Lula, manifestou profundo pesar pelo falecimento da cabo, elogiando sua dedicação e profissionalismo durante os seis meses de serviço na fanfarra. O caso ganha relevância política por envolver um batalhão de elite ligado à segurança do chefe do Executivo, levantando questões sobre disciplina e prevenção de violência interna nas Forças Armadas.

Conteúdo relacionado

Área ambiental em Brasília com vegetação do Cerrado e edifícios ao fundo, representando ação contra uso na capitalização do BRB.
Distrito FederalParanoaPolítica

PV e PDT entram com ação para barrar uso de área ambiental na capitalização do BRB

PV e PDT ingressam com ação judicial para impedir uso da Gleba...

Paisagem da Serrinha do Paranoá em Brasília, com áreas urbanas e naturais, ilustrando debate sobre repasse de imóveis públicos ao BRB e riscos ambientais.
Distrito FederalParanoaPolítica

MPDFT debate repasse de imóveis públicos ao BRB e riscos na Serrinha do Paranoá

MPDFT discute repasse de imóveis públicos ao BRB e impactos na Serrinha...

Área ambiental degradada no DF com edifício da CLDF ao fundo, destacando ineficácia em fiscalização.
Distrito FederalPolítica

Cldf planeja homenagem questionável a agentes ambientais em meio a críticas por ineficácia

Descubra por que a CLDF planeja homenagear agentes ambientais em meio a...

Edifício da CLDF em Brasília sob céu nublado, representando dúvidas sobre transparência em evento de governança no DF.
Distrito FederalOpiniãoPolítica

Cldf promove evento de governança no DF, mas falta de transparência levanta dúvidas sobre efetividade

Descubra como o evento 'Política de Governança e Desafios do DF' promovido...