Política

Vagas ociosas no CNU1 geram revolta entre aprovados e questionamentos ao governo

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Um grupo de candidatos aprovados no Concurso Nacional Unificado 1 (CNU1) tem denunciado a existência de vagas não preenchidas mesmo após a prorrogação do prazo de matrícula para a segunda chamada dos cursos de formação. O caso mais emblemático envolve o cargo de analista técnico de políticas sociais (ATPS), com 64 vagas ociosas, representando mais de 20% das 293 ofertadas, conforme dados oficiais da Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Os aprovados, residentes em diversos estados brasileiros, afirmam que essas vagas remanescentes possuem orçamento vinculado e que não há justificativa para o não preenchimento. Eles apontam violações aos princípios da isonomia, eficiência administrativa, legalidade, juridicidade e boa-fé por parte do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da Enap, além de reclamarem da falta de diálogo com o ministério, limitando-se a contatos esporádicos via sindicato. Há receio de que as convocações não ocorram dentro do prazo de vigência, que em alguns casos expira em junho de 2026, enquanto servidores temporários estariam sendo alocados em vagas definitivas.

Os candidatos destacam uma mudança de procedimento que gerou tratamento desigual entre as edições dos cursos de formação. Na primeira turma, de 22 de abril a 25 de julho de 2025, foram realizadas até três chamadas sucessivas para matrícula, conforme previsto no Edital nº 05/2024 e no Edital Específico nº 02. No entanto, para a segunda edição, regida pelo Edital Específico nº 06/2025, houve apenas uma convocação seguida de prorrogação de prazo, sem novas chamadas da lista de espera, o que contraria a Portaria Enap nº 70, de 26 de novembro de 2025, que impede convocações adicionais em casos de perda de matrícula. Essa discrepância, segundo os aprovados, compromete a eficiência e a justiça do processo, especialmente no cargo de ATPS, essencial para políticas públicas, e em outros como analista de comércio exterior, analista de infraestrutura, especialista em políticas públicas e gestão governamental, e analista em tecnologia da informação, que também registram baixo preenchimento. Uma das aprovadas mencionou que sua carreira tem mais de mil pessoas na lista de espera e que chamadas parciais, como as estimadas em 250, não resolvem o problema.

Diante do cenário, os candidatos defendem a realização de ao menos uma nova convocação da lista de espera ainda em janeiro de 2026, para evitar desperdício de recursos e garantir o provimento de cargos estratégicos. Eles argumentam que o CNU, lançado em 2024 para racionalizar concursos e acelerar contratações, não cumpriu suas promessas. O MGI foi procurado para comentar as reclamações, mas não respondeu até o momento.

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