A equipe Super Kongs, formada por atletas com mais de 50 anos, conquistou o Campeonato Brasileiro de Canoa Polinésia (VA’A) em 8 de março de 2026 e agora se prepara para representar o Brasil no Mundial de velocidade em Singapura, previsto para agosto. O grupo, que treina no Lago Paranoá, em Brasília, evoluiu de remadas casuais entre amigos para competições de alto nível, destacando a superação etária e a inclusão social. Com vitórias em provas nacionais, a equipe demonstra o crescimento do esporte no país.
Origem e evolução da equipe
A Super Kongs surgiu de um grupo de amigos com mais de 50 anos que remavam nos finais de semana em Brasília. Inicialmente, eles competiam localmente, mas expandiram para eventos nacionais e internacionais. Em 2022, venceram o primeiro campeonato brasileiro de sprint em Niterói, garantindo vaga no Mundial de Londres, onde alcançaram uma final.
A gente remava em uma outra base aqui de Brasília e tinham muitas pessoas com mais de 50 anos. O instrutor dessa base resolveu reunir, não só os que tinham 50 anos, mas outros atletas de outras bases e aí a gente formou um grupo de amigos mesmo. A gente começou a remar juntos nos finais de semana, e essas remadas foram encorpando. Começamos a competir, não só aqui em Brasília, mas pelo Brasil. Em 2022, em nossa primeira competição de sprint, que é de velocidade, nós fomos campeões brasileiros em Niterói. E ganhamos a vaga para disputar o Mundial de Londres. Em Londres nós fizemos uma final e não chegamos na nas finais das outras provas.
Dois anos atrás, contrataram o treinador Fellipe Rodrigues, de 27 anos, que impulsionou o aprimoramento técnico. O time cresceu de seis para 12 atletas e, no último brasileiro, competiu com duas canoas, avançando para todas as finais.
Conquistas e preparação para o Mundial
No Campeonato Brasileiro de 8 de março de 2026, a Super Kongs confirmou sua dominância na categoria de velocidade. Agora, o foco está no Mundial em Singapura, onde mais de 30 países competirão, oferecendo oportunidades para trocar técnicas com precursores do esporte polinésio.
Lá vão mais de 30 países. O último foi no Havaí. Então é um engraçamento porque você vai ver atletas do mundo todo, vai trocar informações, trocar técnicas e aprender com os precursores da canoa.
O treinador Fellipe Rodrigues explica que a canoa polinésia, originária de ilhas como Tahiti e Havaí há cerca de 200 anos, inclui provas de sprint e maratona, e vem crescendo no Brasil.
Impacto na saúde e inclusão social
Atletas como Marcus Peçanha, de 58 anos, e Gláucio Faria, de 52 anos, destacam os benefícios para a saúde, especialmente para quem migra de esportes de alto impacto. A prática promove rotinas saudáveis e novas amizades.
Eu sou da chamada segunda geração da canoagem aqui do Super Kongs. A canoagem é um esporte que é muito bom para a gente que já está acima dos 40, acima dos 50, porque normalmente nós viemos de outros esportes. Eu, por exemplo, praticava basquete e vôlei, que são esportes que têm muito impacto. Eu precisava fazer algum, devido a algumas lesões, que não tivesse tanto impacto, mas que me exigisse fisicamente. Então, encontrei a canoagem.
O projeto visa expandir para inclusão social, integrando pessoas com deficiência, autistas e baixa visão, promovendo contato com a natureza e elevando o esporte.
O que nos move é buscar a lei do incentivo ao esporte, trazer crianças ou pessoas com necessidades para fazer uma inclusão social com eles. Pessoas com baixa visibilidade, crianças autistas, o nosso projeto é esse: incluir essas pessoas na Canoa Polinésia para elas terem contato com a natureza, o contato com o mar, com a água. Acho que isso é muito importante.