Ibama autoriza pesca de pirarucu no Lago Paranoá para controlar espécie invasora

134
Vista do Lago Paranoá em Brasília com redes de pesca para controle de pirarucu invasor, autorizado pelo Ibama.

Ibama autoriza pesca de pirarucu no Lago Paranoá

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou, nesta quinta-feira (19/03/2026), a pesca, captura e abate do pirarucu no Lago Paranoá, no Distrito Federal. A medida visa controlar a população dessa espécie exótica invasora, que ameaça a biodiversidade local. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União e inclui incentivos a campanhas de educação ambiental e pesca esportiva sem devolução dos peixes ao lago.

Impactos da espécie invasora

O pirarucu, originário da Amazônia, tem se proliferado na Bacia do Paranoá, afetando a fauna nativa e a economia regional. Essa espécie exótica invasora compete por recursos com peixes locais, desequilibrando o ecossistema. Além disso, representa riscos à saúde humana, o que motivou a intervenção do Ibama em parceria com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

A população do Distrito Federal pode se beneficiar dessa autorização, pois permite a comercialização dos produtos derivados do pirarucu dentro do estado de origem. Isso abre oportunidades para controle populacional sustentável. No entanto, as ações devem priorizar o equilíbrio ambiental, evitando excessos que possam prejudicar outras espécies.

Detalhes da autorização e medidas complementares

A liberação abrange não apenas a pesca e o abate, mas também a comercialização para fins de controle populacional. O Ibama enfatiza a importância de campanhas educativas para conscientizar a população sobre os riscos das espécies invasoras. A pesca esportiva é incentivada, mas com a condição de que os peixes capturados não sejam devolvidos ao Lago Paranoá, ajudando a reduzir a população invasora de forma controlada.

Essa iniciativa reflete uma abordagem proativa para preservar a biodiversidade na região. Autoridades ambientais monitorarão as atividades para garantir que as práticas sejam sustentáveis. Com isso, espera-se mitigar os impactos negativos do pirarucu na economia local e na saúde pública, promovendo um ambiente mais equilibrado no Distrito Federal.

Conteúdo relacionado

Barragem de Santa Maria transbordando no DF, destacando falhas na gestão da Caesb.
Distrito FederalPolítica

Barragem de Santa Maria transborda no DF e revela falhas na gestão da Caesb

No Distrito Federal, a Barragem de Santa Maria, localizada no Parque Nacional...

Túnel Buraco do Tatu em São Paulo interditado à noite para manutenção de câmeras, com barreiras e cones de sinalização.
Distrito FederalSegurança

Buraco do Tatu terá interdição total noturna para manutenção de câmeras em abril

O Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF) anunciou a...

Escola pública em Brasília com arquitetura moderna e Congresso Nacional ao fundo, representando suspensão de portaria sobre remuneração de professores no DF.
Distrito FederalPolítica

Celina Leão suspende portaria que alteraria remuneração de professores temporários no DF

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou a suspensão de uma...