Ibama autoriza pesca de pirarucu no Lago Paranoá para controlar espécie invasora

196
Vista do Lago Paranoá em Brasília com redes de pesca para controle de pirarucu invasor, autorizado pelo Ibama.

Ibama autoriza pesca de pirarucu no Lago Paranoá

O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) autorizou, nesta quinta-feira (19/03/2026), a pesca, captura e abate do pirarucu no Lago Paranoá, no Distrito Federal. A medida visa controlar a população dessa espécie exótica invasora, que ameaça a biodiversidade local. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União e inclui incentivos a campanhas de educação ambiental e pesca esportiva sem devolução dos peixes ao lago.

Impactos da espécie invasora

O pirarucu, originário da Amazônia, tem se proliferado na Bacia do Paranoá, afetando a fauna nativa e a economia regional. Essa espécie exótica invasora compete por recursos com peixes locais, desequilibrando o ecossistema. Além disso, representa riscos à saúde humana, o que motivou a intervenção do Ibama em parceria com o Instituto Brasília Ambiental (Ibram).

A população do Distrito Federal pode se beneficiar dessa autorização, pois permite a comercialização dos produtos derivados do pirarucu dentro do estado de origem. Isso abre oportunidades para controle populacional sustentável. No entanto, as ações devem priorizar o equilíbrio ambiental, evitando excessos que possam prejudicar outras espécies.

Detalhes da autorização e medidas complementares

A liberação abrange não apenas a pesca e o abate, mas também a comercialização para fins de controle populacional. O Ibama enfatiza a importância de campanhas educativas para conscientizar a população sobre os riscos das espécies invasoras. A pesca esportiva é incentivada, mas com a condição de que os peixes capturados não sejam devolvidos ao Lago Paranoá, ajudando a reduzir a população invasora de forma controlada.

Essa iniciativa reflete uma abordagem proativa para preservar a biodiversidade na região. Autoridades ambientais monitorarão as atividades para garantir que as práticas sejam sustentáveis. Com isso, espera-se mitigar os impactos negativos do pirarucu na economia local e na saúde pública, promovendo um ambiente mais equilibrado no Distrito Federal.

Conteúdo relacionado

Campo sintético reformado em Taguatinga, Brasília
Distrito FederalEsportesPolítica

Governadora Celina Leão inaugura campos sintéticos reformados em Taguatinga e Samambaia

A governadora Celina Leão inaugurou no sábado, 20 de junho de 2026,...

David Calaça/Agência CLDF
Distrito FederalPolíticaSegurança

Médicos do Corpo de Bombeiros recebem título de Cidadão Honorário de Brasília

Dois médicos do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal receberam o...

Operação de reordenamento e segurança no centro de Ceilândia pelo GDF
Distrito FederalPolíticaSegurança

GDF realiza grande operação de reordenamento e segurança no centro de Ceilândia

O Governo do Distrito Federal realizou, por meio do programa GDF na...

Foto: Andressa Anholete / Agência CLDF
Distrito FederalOpiniãoPolítica

Deputado Ricardo Vale homenageia advogados trabalhistas sem anunciar medidas concretas

A solenidade realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal no dia 19...