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Comissão da Câmara Legislativa aprova projeto contra remoções forçadas no DF, mas violações persistem

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Foto: Felipe Ando / Agência CLDF
Foto: Felipe Ando / Agência CLDF

No Distrito Federal, a Comissão de Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Legislativa aprovou o Projeto de Lei nº 1.234/2023, que busca estabelecer diretrizes para remoções coletivas forçadas. A medida, proposta pelo deputado Fábio Felix (Psol), surge em meio a crescentes preocupações com violações de direitos humanos durante ações de desocupação de áreas públicas ou privadas. A aprovação ocorreu em 26 de março de 2026, uma terça-feira, destacando a urgência de regulamentar processos que frequentemente deixam famílias desamparadas.

Aprovação em meio a controvérsias

A comissão aprovou o projeto durante uma reunião, com o deputado Rogério Morro da Cruz (PV) entre os envolvidos no debate. No entanto, essa decisão expõe as falhas recorrentes no sistema atual, onde remoções coletivas forçadas no Distrito Federal têm sido marcadas por falta de planejamento e assistência adequada. O texto do projeto prevê a criação de um plano de remoção com notificação prévia, mas críticos apontam que tais medidas chegam tarde demais para muitas famílias já afetadas por despejos abruptos.

O foco negativo reside na persistência de violações de direitos humanos, que o projeto tenta mitigar ao exigir alternativas de realocação e assistência social. Apesar da aprovação, o processo revela uma Câmara Legislativa reativa, respondendo a problemas crônicos em vez de preveni-los de forma proativa.

Detalhes do projeto de lei

O Projeto de Lei nº 1.234/2023 estabelece diretrizes claras para remoções coletivas forçadas, incluindo a obrigatoriedade de notificação prévia às famílias afetadas. Além disso, prevê a oferta de alternativas de realocação e assistência social, visando respeitar os direitos humanos durante ações de desocupação. Contudo, a necessidade de tal legislação sublinha as deficiências históricas no Distrito Federal, onde ocupações irregulares levam a conflitos e sofrimentos desnecessários.

A matéria agora segue para análise em outras comissões antes de chegar ao plenário, prolongando a incerteza para as comunidades vulneráveis. Essa tramitação lenta pode agravar situações já precárias, deixando famílias expostas a remoções sem o devido amparo.

Impacto nas famílias e próximos passos

As famílias afetadas por remoções coletivas forçadas no Distrito Federal enfrentam desafios significativos, como perda de moradia e instabilidade social, que o projeto busca aliviar. No entanto, a aprovação inicial não garante mudanças imediatas, e o tom negativo persiste ao considerar que violações de direitos continuam ocorrendo enquanto o texto tramita. O deputado Fábio Felix, autor da proposta, enfatiza a importância de evitar abusos, mas o processo legislativo demorado pode perpetuar injustiças.

Com a data de hoje sendo 3 de abril de 2026, uma sexta-feira, a expectativa é de que o projeto avance, mas o histórico de lentidão na Câmara Legislativa levanta dúvidas sobre sua efetividade. Enquanto isso, comunidades no Distrito Federal permanecem em risco, destacando a urgência de ações mais decisivas para proteger os direitos humanos.

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