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CLDF homenageia mulheres do rock brasileiro e expõe machismo persistente no gênero

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Palco de rock brasileiro com instrumentos em Brasília
Palco de rock brasileiro com instrumentos em Brasília

A sessão solene marcada para segunda-feira, 18 de agosto de 2026, na CLDF, pretende homenagear mulheres que marcaram o rock brasileiro, mas expõe a dura realidade de preconceitos e machismo que ainda marcam a trajetória dessas artistas. Proposta pela deputada Dayse Amarilio (PT), a cerimônia no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal reunirá representantes do meio artístico e movimentos sociais para discutir representatividade feminina, com transmissão ao vivo pela TV Câmara Distrital. Apesar do suposto reconhecimento, o evento evidencia que muitas dessas vozes precisaram lutar contra barreiras sociais para conquistar espaço em um cenário historicamente dominado por homens.

Preconceitos que marcaram gerações de cantoras

Artistas como Rita Lee, Cássia Eller, Elis Regina, Elza Soares, Alcione, Angela Ro Ro, Marina Lima, Zizi Possi, Fafá de Belém, Ney Matogrosso, Gal Costa, Maria Bethânia, Daniela Mercury, Marisa Monte, Ivete Sangalo, Ana Carolina, Pitty, Luísa Sonza, Iza, Liniker, Duda Beat, Ludmilla, Gaby Amarantos e Margareth Menezes são citadas na homenagem. No entanto, o tributo chega tarde para muitas que enfrentaram exclusão e julgamento constante. O rock nacional, assim como outros gêneros, continua refletindo desigualdades estruturais que limitam o protagonismo feminino e reforçam estereótipos.

Reconhecimento que não apaga desigualdades atuais

A deputada Dayse Amarilio destacou a importância do ato, mas o contexto revela que visibilidade pontual não substitui mudanças reais no mercado fonográfico e nos palcos. Ainda hoje, mulheres precisam provar competência em dobro para obter o mesmo espaço concedido a homens, perpetuando um ciclo de resistência que se arrasta por décadas. A sessão, embora proposta com intenções de celebração, serve mais como lembrete das falhas persistentes do que como solução para o machismo enraizado na indústria musical.

Elas enfrentaram preconceitos, machismo e barreiras sociais para abrir caminhos e inspirar gerações. É uma forma de celebrar a força, o talento e a resistência dessas artistas que transformaram a música brasileira.

Dayse Amarilio

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