Distrito FederalParanoa

Indígenas Warao no Paranoá enfrentam riscos de leishmaniose por 75 cães abandonados

61
Todos os cães foram vermifugados no local. Foto: João Delattre
Todos os cães foram vermifugados no local. Foto: João Delattre

A comunidade indígena venezuelana da etnia Warao Coromoto, localizada no distrito rural do Café Sem Troco, no Paranoá, Distrito Federal, enfrenta graves riscos à saúde devido à presença de pelo menos 75 cães abandonados. Esses animais, possivelmente contaminados por leishmaniose, representam uma ameaça para os moradores, que convivem com o problema há anos. A situação é agravada pelo abandono constante de cães por pessoas externas, que os descartam na área de carro, conforme relatos dos indígenas.

A vulnerabilidade da comunidade

A comunidade indígena vive há quatro anos em uma chácara alugada, com promessa de compra que ainda não se concretizou. Liderados pelo cacique Constantino Rojas Sapato e pelo administrador Gilberto Portes de Oliveira, os moradores enfrentam desafios como ameaças de despejo e falta de recursos para pagamento de aluguel e energia elétrica. Essa vulnerabilidade torna a gestão dos cães abandonados ainda mais difícil, expondo os indígenas a riscos sanitários em um ambiente rural isolado.

Ação de campo e exames veterinários

Uma equipe da Agência Ceub, em parceria com a veterinária Fabiana Volksweis, professora do Centro Universitário de Brasília, realizou uma intervenção no local para avaliar a situação. O grupo conduziu exames físicos nos cães, catalogação dos animais, coletas hematológicas, pesagem e vermifugação. Além disso, foram realizadas entrevistas com a comunidade e ações de conscientização sobre saúde animal e humana.

A ação de campo objetiva realizar o exame físico dos cães, catalogar os animais do local e fazer coletas hematológicas.

Objetivos e conscientização

O foco da iniciativa é identificar fragilidades no local e promover educação em saúde para mitigar os riscos. A veterinária Fabiana Volksweis destacou a importância de mapear problemas como a possível contaminação por leishmaniose, que pode afetar tanto os animais quanto os humanos. Com essas medidas, a equipe busca apoiar a comunidade indígena venezuelana em meio às suas dificuldades socioeconômicas.

Queremos identificar todas as fragilidades do local para trabalhar com eles na educação em saúde.

Impactos e perspectivas futuras

A presença dos cães abandonados no distrito rural do Café Sem Troco reflete um problema maior de abandono animal em áreas periféricas do Distrito Federal. Enquanto a comunidade Warao Coromoto luta por estabilidade, ações como essa da equipe veterinária oferecem alívio imediato e promovem conscientização. No entanto, soluções de longo prazo dependem de apoio governamental e comunitário para lidar com o abandono e garantir a saúde dos moradores indígenas.

Conteúdo relacionado

Foto: João Pedro Carvalho / Agência CLDF
Distrito FederalPolítica

Distrito Federal ignora estudantes superdotados em audiência na Câmara

A audiência pública realizada na tarde de terça-feira, 26 de maio de...

Brasília com céu nublado e névoa durante queda de temperatura
BrasilDistrito Federal

Brasília registra queda brusca de temperatura no fim de semana

O frio intenso no fim de semana movimentou o guarda-roupa dos brasilienses,...

Área de reflorestamento no Cerrado do Distrito Federal para o Programa Reflorestar
Distrito FederalParanoaPolítica

Governadora Celina Leão regulamenta Programa Reflorestar no DF

A governadora Celina Leão assinou na sexta-feira, 22 de maio de 2026,...

Vista do Congresso Nacional em Brasília representando o Dia dos Rolimistas no DF
Distrito FederalParanoaPolítica

Governadora Celina Leão sanciona Lei que cria o Dia dos Rolimistas no DF

A governadora Celina Leão sancionou a Lei nº 7.894/2026, que cria o...