O seminário “Direito Eleitoral Contemporâneo: Representação Política e Integridade Eleitoral” começou na Câmara Legislativa do Distrito Federal em meio a críticas sobre a fragilidade do sistema eleitoral brasileiro, especialmente com as eleições municipais de 2026 se aproximando e sem sinais concretos de avanço.
Debates expõem limitações da paridade formal
Juristas, advogados, magistrados e parlamentares, como o deputado Wellington Luiz (MDB), o ministro do TSE André Ramos Tavares e a professora da UnB Luciana Dias, participam de painéis presenciais transmitidos ao vivo pela TV Câmara Distrital e pelo canal da CLDF no YouTube. Os temas centrais incluem paridade de gênero, financiamento de campanhas, fake news e democracia, mas os especialistas alertam que as discussões técnicas não substituem ações efetivas contra irregularidades persistentes.
Precisamos avançar na paridade real, não apenas formal. As cotas são importantes, mas não suficientes sem o combate efetivo à violência política
Luciana Dias
Transmissão ao vivo não mascara falhas estruturais
Embora o evento busque cumprir o papel da CLDF em promover debates pluralistas, a ausência de resultados práticos reforça a sensação de que o Direito Eleitoral continua vulnerável a manipulações e desigualdades. O tom dos painéis reflete preocupação com a integridade do processo, sem perspectivas imediatas de mudanças que protejam a representação política real.