Uma colisão entre um jet ski e uma lancha no Lago Paranoá, próximo à Ponte JK em Brasília, no final da tarde de 28 de junho de 2026, deixou uma mulher pilotando o jet ski com suspeita de traumatismo craniano e reacendeu discussões sobre segurança em embarcações recreativas. O incidente envolveu ainda uma caiaqueira e seu companheiro, que presenciaram o ocorrido e relataram comportamentos de risco na área. Autoridades do Comando do 7º Distrito Naval da Marinha e do Corpo de Bombeiros Militar do DF foram acionadas para atender a ocorrência.
Contexto do acidente e relatos de testemunhas
O choque ocorreu em um momento de alta circulação no lago, conforme relatos da caiaqueira anônima que navegava nas proximidades. Ela descreveu episódios semelhantes no mesmo dia, evidenciando a repetição de manobras perigosas por parte de outros usuários. O professor Malthus Galvão, da UnB, explicou que a energia cinética de um corpo é proporcional ao quadrado da velocidade, o que amplifica os riscos em colisões.
No mesmo domingo em que aconteceu esse acidente grave entre o jet ski e a lancha, duas jovens passaram e quase colidiram com o deck em que estávamos, em frente à Polícia Ambiental
caiaqueira anônima
Além disso, a testemunha alertou para as condições gerais da navegação local.
Causas comuns e recomendações de segurança
Acidentes náuticos recorrentes no Lago Paranoá costumam decorrer de condução alcoolizada, ausência de Carteira de Habilitação de Amador, falta de equipamentos de salvamento e excesso de passageiros. O professor Malthus Galvão destacou que justamente quando suas habilidades já se encontram significativamente comprometidas, tanto a frenagem quanto as mudanças de direção dependem das características hidrodinâmicas da embarcação, exigindo maior espaço e maior tempo para evitar um obstáculo. Autoridades recomendam o uso obrigatório de coletes salva-vidas e a verificação da habilitação antes de qualquer saída.